quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Romance - Parte 1


Ela me olhou fundo nos olhos e começou a sorrir. Um sorriso de mulher apaixonada.
Disse que me queria, que aquele era o momento certo. Que precisava do meu calor para abrandar-lhe o frio da alma.
Pegou em minha mão, beijou-a. Tocou com leveza o meu semblante. Disse que cuidaria bem de mim. Fez-me promessas de amor eterno.
Fez-me carinho. Abraçou-me com seus braços gélidos e acolhedores. Deu-me amor.
E os minutos que passei ao seu lado foram belos, porém, de uma beleza triste.
Uma beleza vazia. Uma beleza pra lá dos caminhos da vida. Uma beleza de morte.


Meus olhos se voltaram para a luz, e por um momento, pude enxergar com clareza.
Olhei-a na face e, de repente, da meiguice terna de uma mulher só ficara os olhos.
O resto do seu semblante, que antes a penumbra do ambiente não me permitira ver, era recoberto por uma Pele pálida e mal tratada. Como se o inverno habita-se o seu corpo desde o nascimento. Seus lábios eram vermelhos, mas, de um vermelho desbotado e lúgubre. Como se o sorrir estivesse preso dentro deles há séculos.
Neste instante eu me assustei. Senti como se acordasse de um pesadelo, como se despertasse de um encanto. Ela riu do meu susto. Um sorriso alto e desnorteante.

Perguntei: - Morte?

Ela continuou a rir. A gargalhar. Uma insanidade estranha e hipnótica na sua boca. Riu-se por quase um minuto inteiro. Um sorriso de música à beira de um precipício.
De repente ela parou. Olhou-me com profundidade. Uma seriedade odiosa. Seus olhos foram como facas nos meus. Apregoaram-me a visão. Não consegui me mover.

Ela sussurrou: - Cuida-te ou te devoro!

Depois disso ela desapareceu. Sumiu. Tão rápida quanto uma estrela cadente. Tão veloz quanto um grito a velocidade da luz. Não ouvi nada. Não vi nada. Não percebi nada. Ela se esvaiu para a eternidade, arrastando consigo todo o oxigênio do ambiente.
Faltou-me o ar por mais ou menos uma hora. Cada vez que eu respirava tudo o que inalava era o seu veneno e me intoxicava mais e mais. E, Cada vez que tossia eu ouvia sua gargalhada. Como se ela estivesse me observando de algum lugar perto. Uma coruja fria na madrugada da minha vida. Olhos abertos e atentos a cada movimento meu.
Eu senti medo de me render aos seus encantos novamente. Sentia pavor quando lembrava o seu sorriso. Um medo de quem quer viver. De quem ama o amanhecer e o sol. Um medo de quem dará mais valor a vida depois desse primeiro encontro.
(escrito após um incidente perigoso... Pela primeira vez, senti faltar o ar de uma maneira horrorosa!)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Deus dá asas para quem não sabe voar. Quer dizer, às vezes, ele até consegue alar alguém que se toca das asas que recebeu e assim alça vôo. Mas, acredito que na maioria das vezes, ele torna “passarinhos” aqueles que preferem o chão. Digo isso, por que vivo uma situação indigna. Ou seja, “faltam-me asas!” E, olho ao lado e ali está: um “bicho homem” terrestremente adaptado com longas asas de que não faz uso.


Vou ser mais específico...Saca só:

Eu, ultimamente, ando tendo alguns problemas de saúde e tal, que, sinceramente, não deveriam ser meus. Bom, não que deseje o mal para outros, mas, acredito que se houvessem algumas substituições de enfermidades, existiria um equilíbrio maior entre as pessoas. O que quero dizer é, se você não tem o hábito de beber – refiro-me a bebidas alcoólicas -, como muitas pessoas não têm, não lhe acarretaria muito problema se você sofresse de hipertensão arterial, não é? Todos sabem que o álcool eleva a pressão arterial e quem sofre de Hipertensão deve evitar o consumo de álcool.

Agora me respondam, Por que Deus dá a chamada “Pressão Alta” justamente para as pessoas que apreciam a bebida alcoólica?

Talvez ele deseje que a tal pessoa (que sofre de pressão alta) consiga conter suas vontades e desejos, instituindo um equilíbrio por conta própria. Mas, e se alcançar o EQUILIBRIO não for uma vontade desse mesmo sujeito? Sei lá, ninguém precisa ser igual a BUDA (que buscava equilibrar-se) pra ser feliz.



O mesmo vale para pessoas diabéticas. Por que assim, existem pessoas que não são muito fã de DOCES (eu, por exemplo), que não gostam muito de açúcar.

E, pergunto novamente, Por que Deus deixa diabético justamente a pessoa que AMA doce? Qual o propósito disso? É ou não é sacanagem divina?

(só lembrando que, quanto à enfermidade diabetes, não tenho muito conhecimento a respeito. Escrevo sobre ela como qualquer pessoa leiga escreveria: toda a pessoa leiga acha que se você é diabético, basta não comer doces, e, talvez, não seja bem isso!)


Lógico, Existe uma enorme gama de Exemplos que eu poderia usar aqui, mas, os listados a cima, já conseguem ilustrar onde quero chegar...


...E, onde quero chegar de verdade é aqui:


Tenho Hipertensão Arterial. Tá...na verdade, tenho uma pré-disposição para isso, e essa, já tem dado sinais de vida. Ou seja, não posso abusar muito de bebidas alcoólicas (não tanto quanto eu já abusei!). E, é aí que fico PUTIADO. Por que assim, conheço uma MULTIDÂO de pessoas que não gostam de beber, e esse não é o meu caso. Então por que eu?

Daí, vou à rua, e avisto os mendigos e também me indigno. Pô, os caras vivem as semanas inteiras, bêbados e chapados, e parecem, aparentemente - tirando de lado que eles estão acabados externamente-, que eles não sofrem de nenhuma doença grave.

Poxa, E eu que trabalho, que tento ser uma pessoa educada, que tento agir como um cidadão frente à sociedade, eu que nos finais de semana busco, como toda pessoa normal busca, me divertir um pouco, não posso consumir álcool, vê se pode...!?

Logo o álcool que me deixa pra cima (UP), que me anima, que ajuda a minha diversão, que me excita os pensamentos, que me trás poesia, que intensifica algumas emoções, logo ele...
Putz...


Minha mãe diz que pra se divertir não precisamos de bebida. Concordo com ela em parte. Por que assim, vamos combinar que, muito embora não precisemos de bebidas para nos divertir, elas ajudam bastante, não?

Tá... Eu sei que EXAGEROS não são muito agradáveis (principalmente os relacionados ao consumo de Bebidas alcoólicas), mas, essa não é uma regra exclusiva para o álcool, ela vale pra tudo. Até água em exagero faz mal.

E na boa, uma cervejinha gelada, uma roda de amigos, um bate papo agradável, só faz bem pra saúde. Por que é nessas horas que você consegue ver um pouco mais de graça na vida, é nessas horas que você percebe que a vida vale à pena. (tá... Eu também sei que existem mais umas quinhentas mil formas de dar valor a vida, mas, sinceramente, a forma que exemplifiquei não pode ser deixada de lado! NEVER!).


Bom, manifesto exposto, cabeça mais tranqüila... O jeito agora é me adaptar a essa nova vida e aprender a dar valor a um bom suco... \o/ ...


Deus Escreve certo por linhas tortas e ele deve ter os seus motivos para querer as coisas desse jeito... (espero que tenha mesmo, por que senão, no dia do juízo final, ele é que terá que prestar contas comigo... rsrsr...)
E é isso, além de ele dar asas para quem não sabe voar, também dá fígados para quem não sabe beber...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cinco Esses....(5s)

Acabei de voltar de uma palestra organizada pela minha empresa (ou melhor, pela empresa que eu trabalho). O assunto da palestra era a implantação de um Projeto organizacional de estratégias visando uma funcionalidade maior da Empresa em si.

O nome do projeto não é novidade alguma (pelo menos eu acredito) no setor empresarial: 5s, ou seja, os cinco sensos comportamentais: Utilização (seiri), organização (seiton), limpeza (seisou), higiene e saúde (seiketsu) e educação (shitsuke).

Mas, o motivo de eu estar aqui agora, não tem nada a ver com os 5s, e sim, com a Palestrante. Poizé, tudo por que eu tenho um ódio mortal de pessoas que se expõem a frente de outras pessoas, no intuito de lhes instruir sobre algo novo, e não respeitam o maldito Português. Quase não consigo tolerar de raiva e meu estômago borbulha de vontade de Ridicularizar a tal pessoa... Tá bom, eu sei que não sou nem um professor de gramática, mas, pelo menos, tenho a plena certeza de que não conjugaria verbos tão horrivelmente quando ela, a Palestrante.

Sério, alguém que diz em alto e bom som “... SÓ ASSIM TEREMO AMBUDANCIA DE PRODUTO...” não merece ser Front-man em uma palestra.

E a postagem de hoje é sobre isso. Ouvi atentamente a todos os Dinossauros gramáticos ditos pela Palestrante, anotei-os, e agora os compartilho com o leitor.

1- No data show estava escrito: “È uma forma de se relacionar melhor com os colegas de trabalho e até, quem sabe, instituir amizades no setor...”.

Ela leu: “É uma forma de SE RELACIONAR-SE melhor com os COLÉGA de trabalho e até, quem sabe, INSTITUIR-SE HONESTIDADES DO SETOR...”

(Que? Quem é que consegue ler Honestidades no lugar de amizades? Puta bola fora! Olhei para a menina que estava auxiliando a palestrante com o POWER-POINT – era ela quem adiantava os Slides-, e percebi uma gargalhada reprimida nos seus lábios).

2- No data show estava escrito: “Ter um LAYOUT funcional e prático”.

Ela leu: “Ter um LAI-ÓU-TI-QUE (Cuma?) funcional e prático”.

( sei lá de onde ela inventou essa palavra. Sinceramente, ela dizia essas coisas e nem ruborizava. Pensei: “mó sem vergonha essa tiazinha, hein?”. Olhei para a ajudante dela. Seu rosto avermelhou de leve. Notei que era ela quem se envergonhava pela parceira).

3- No Data show estava escrito: “Manter excelentes condições de higiene nas áreas comuns”.

Ela leu, ou melhor, inventou: “MANTER-SE EXCELENTE E EM CONDIÇÔES DE HIGIENE NAS ÁREAS COMUNS”.

(Bom, pelo menos uma coisa ela acertou nessa frase: Não dá pra aturar gente fedida trabalhando no mesmo lugar que você, né?Olhei para a ajudante dela. Senti um ar de tristeza percorrer-lhe o semblante).

4- No Data Show estava escrito: “Exercitar o aprendizado continuamente”.

Ela leu: “EXERCITAR-SE o aprendizado COSTUMEIRAMENTE”.

(foi o ápice. Olhei para a sala cheia e notei que todos repararam o erro, exceto a palestrante. Olhei para a ajudante dela e dessa vez ela não conseguiu se segurar.
Abaixou a cabeça entre os braços e se afinou de rir).

A palestra acabou e eu, atônito, não entendi por que a sala não saudou a palestrante com palmas (ela merecia uma gloriosa salma de palmas por se expor ao ridículo com tanta naturalidade, não?). Todos se levantaram rápido e foram embora. Não sei se eles gostaram da palestra, mas eu, com certeza adorei. Até por que é difícil você encontrar pessoas que se expõem a frente de outros e cometam tantos erros de português...


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...Não é seu presidente?

Ócio...(Joanicídio)

Dizem que Cabeça vazia é oficina do diabo. Eu acredito nesta frase, mas, só me perturbo com uma coisa: A câmera fotográfica seria uma ferramenta dessa oficina?




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Eu menti pessoal. A Joaninha já estava morta, eu só a incinerei. Foi um pedido dela enquanto viva. Ela queria que suas cinzas fossem jogadas em uma descarga. E eu, amigo das joaninhas só realizei seu desejo. Só registrei em vídeo a incineração por que ela tinha parentes distantes que não puderam acompanhar seu velório. Fiquei encarregado de lhes mandar uma cópia em vídeo do Momento final do seu corpo.




Daê Green Peace, Adoro vocês caras... E sou contra aos assassinos de joaninhas, falou?

domingo, 20 de setembro de 2009

Festerê...

Ontem teve festa lá em casa. Fazia um bom tempo que isso não acontecia. Quer dizer, que não acontecia do jeito que aconteceu. Estávamos todos reunidos: nossa família e nossos parentes. Foi uma algazarra só (também, pudera ? Pra família que eu tenho, tempo ruim não existe quando existe uma festa). Era o aniversário do meu PAI-DRASTO, e a idéia de uma festa com essa dimensão (tinham quase 70 pessoas em vota da churrasqueira lá em casa) foi dele: o velho ama um churrasquinho e uma cerveja gelada. E sério, a galera também. Então, negócio fechado, ? Juntam-se a fome e a vontade de comer e um boi morre. Não faltou cerveja e nem comida e muito menos animação, e a festa adentrou a madrugada.
Com tudo isso, concluí uma coisa: Tenho que parar de beber, e urgentemente!
Motivo primeiro: Minha namorada não me suporta bêbado.
Motivo segundo: Não sei me controlar.
Motivo terceiro: Descontrolado, eu acabo fazendo merda.
Motivo quarto: todas as anteriores.
Vou listar aqui 5 das piores/melhores coisas que eu já fiz bebaço:
1º - Dormi sem camisa e de bermuda no piso bruto do rancho lá de casa. Detalhe: era inverno!
2º - Andei em pé e com os braços abertos no bagageiro de uma bicicleta guiada por um amigo tão bêbado quanto eu. Resultado: Caí de cabeça no meio fio (sorte a minha não ter me machucado, por que o tombo foi feio).
3º - Discuti com a Mãe de uma PEGUETE que eu tinha. Disse que ela não entendia de amor e de rock (argumento ridículo, não?). Detalhe: ela nos pegou no flagra, nos amassos  e com o som no talo, na sala da casa dela. Diz aí: O que você faria se visse a sua filha com um cabeludo (eu era cabeludo na época), aos amassos, na sala da tua casa?
4º - Fui a um show de rock e, antes de entrar e ver a banda, resolvi fazer um esquenta. Resultado: não vi o show. Aliás, só acordei no outro dia na minha cama. Meus amigos e minha família me contaram algumas pérolas que cometi no dia (por que eu, sinceramente, não lembro):
  • Saí cantarolando e gritando com uma garrafa de pinga chechelenta pela rua: - A vida é uma mentira! Mas o mundo é maravilhoso! (sei lá de onde eu tirei isso!).
  • Disse que eu iria perambular pelo mundo (pensamento hippie?) e acabei dormindo em um ponto de ônibus em frente ao local do show. Meus amigos não me encontraram, mas a polícia sim. Eles vasculharam a minha roupa e acharam meu celular. Ligaram para a minha namorada da época (ela nem sabia que eu tinha ido para o show). Minha namorada ligou para a minha família e disse que a polícia tinha me prendido. Resultado: minhas orelhas doeram de tanto esporro que tomei!

5º - Saí com os amigos para uma badalação (estávamos na praia, em uma casa que alugamos) e, no meio da noite, perdi-me deles. Acordei só no outro dia, na areia da praia, mais ou menos, uns 10km de distância de onde nós tínhamos combinado de ir. Perguntei a eles por que eu fiquei sozinho e eles disseram: - tu ficou com uma mina e disse que ia dormir na casa dela (será que ela morava na areia?).


E aí, preciso ou não parar de beber? Acho que sim, ? Vou purificar minha corrente alcoólica... Ops... Digo, corrente sangüínea!




E lembrem-se: Quem brinca com fogo mija na cama, e quem bebe demais também!...



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....Pelo menos eu não me lembro de não ter conseguido calçar os meus chinelos!

sábado, 19 de setembro de 2009

Corrida!


Voltava do centro - Tinha ido pagar uma prestação qualquer - quando o avistei do outro lado da rua. Seus passos eram largos e rápidos e sua vestimenta era a de um atleta: calção esportivo, tênis de futsal e camisa do flamengo (deduzi que se tratava de um atleta pela camisa do flamengo... \o/).
Ele não olhou para mim, mas, pude perceber que entrou no jogo.
O meu oponente era, mais ou menos, 15 centímetros maior que eu – coisa que deixava ele em vantagem, já que sua perna era maior que a minha. E não obstante, ainda usava roupa e tênis adequados para uma corrida.
Eu, no alto dos meus 1, 72 cm de altura, vestia uma calça jeans, uma camiseta do Black Crowes e usava All STAR no pé. Ou seja, teria que ganhar dele na Raça – posto que não estava vestido para uma competição.
A largada foi dada no exato momento em que atravessei a rua. Ele me olhou rápido e disparou na minha frente. Pensei: Putz, vai ser foda vencer esse cara!
Ele permaneceu na minha frente durante uns 10 segundos. E, talvez, por perceber que eu havia notado que ele era maior que eu, acreditou que eu desistiria.
Foi quando liguei o TURBO, e uma injeção de trifosfato de adenosina embalou-me as pernas. Passei-o. Percebi que ele se sentiu ofendido, pois, passados 5 segundos, ele se postou na mesma linha que eu. Caminhamos lado a lado durante, mais ou menos, 30 segundos, quando, por um descuido meu – um tropeção em um maldito pedregulho- deixei meu oponente em vantagem. Ele se afastou por uns 3 metros. Mas, por ocasião do semáforo que avermelhou para os pedestres, consegui alcançá-lo. Nesta altura do campeonato, senti meu corpo suar e minha respiração acelerar. Olhei para o meu adversário e ele parecia tranqüilo, nenhum sinal de excitação. Pensei: essa deve ser a estratégia dele: fingir que está tranqüilo, que não está fazendo esforço para me vencer.
O sinal esverdeou para os pedestres. Larguei em vantagem e apertei o passo para manter-me na frente. Neste momento contabilizei uma coisa: A cada dois passos meus, ele dava um passo largo. Logo, seu eu acelerasse e desse 3 passos enquanto ele um, eu estaria em vantagem sempre.
Pus em prática a minha nova estratégia e mantive-me na frente por um bom tempo. Até cheguei a pensar que ele havia desistido de me vencer.
Então, olhei para frente, e numa fração de segundo, pude perceber pelo reflexo de uma vitrine, que ele havia sacado o meu plano. Seu semblante pelo reflexo, deixou-me entrever uma espécie de ódio. Pude ouvir o seu pensamento: Agora você me paga seu nanico!
Notei que a disputa iria pegar fogo e, por saber que o meu adversário tinha mais vantagens que eu, acelerei o passo ainda mais. Não foi o bastante. Ele, em pouco tempo me alcançou. Neste momento, meu anjo da guarda desceu dos céus e colocou mais um semáforo vermelho na nossa pista. Os ânimos dele haveriam de esfriar com o sinal vermelho. Eu aproveitei para tomar fôlego. Nesta hora lembrei-me de um comentário de minha mãe: filho, tu engordou um pouquinho, né? Essa lembrança perturbou a minha concentração e eu não percebi a silhueta do boneco esverdear no semáforo.
Ele largou na frente, e pior, seus ânimos ainda estavam aguçados. O meu anjo da guarda, que tentou obstruir a pista com um sinaleiro para me ajudar, olhou pra mim e disse: - Sorry man!
Meu oponente pareceu decidido a ganhar. Estava mais veloz que antes e abriu uma larga vantagem a minha frente. Nesta hora, meus ouvidos foram atacados pela voz de minha mãe: filho, tu engordou um pouquinho, né? Filho, seu gordo! Gorducho, gordinho, gordão da mamãe.
Senti-me um gordo. E, tanto é verdade que a palavra tem força, que quase abandonei a corrida. Olhei para a minha barriga e percebi que minha mãe falava a verdade. Eu, de fato, estava mais gordo. Desanimei. Olhei a frente e lá estava o meu adversário: Magro e veloz, cantarolando a sua vitória.
Mas, como os pensamentos são como macacos em uma árvore - pulam de galho em galho-, logo, postei-me a pensar coisas motivadoras. Lembrei de grandes vencedores da história da humanidade: Ayrton Senna, Pelé, Popeye, Capitão planeta, etc. Lembrei que eles nunca desistiam no meio do caminho. E, impulsionado por essas forças motivacionais, tomei fôlego e, como se uma injeção de espinafre percorresse-me as veias, disparei em velocidade.
Ultrapassei meu oponente sem nenhum esforço. Ele me olhou de canto de olho e pareceu não acreditar quando me viu passá-lo. Neste momento, da rua a minha frente, eu só conseguia enxergar uma linha, a linha da vitória. E foi esta linha que foquei.
Do meu inimigo, depois que eu lhe ultrapassei, só consegui ouvir um lamento derrotoso:
Droga, aquele nanico me venceu!
E foi assim, venci a corrida. Pelo menos até onde eu precisava chegar. Olhei para a trás e o vi entrar, também, no seu destino. Ele parecia humilhado. Li seus pensamentos: Putz, Perdi a corrida!
Cheguei em casa, troquei de roupa ( a minha estava quase ensopada de suor) e sentei afim de descansar. Foi aí que notei: Minha panturrilha e meu abdômen doíam tanto, mas tanto, que nem consegui me orgulhar de ter vencido a corrida.

No outro dia, contei a história para meu amigo de trabalho e ele me soltou essa:
- Às vezes o cara nem te viu... Só estava andando rápido mesmo e tu achaste que ele estava querendo andar mais rápido que tu.... ha há há!


Parei pra pensar e me senti idiota. Será mesmo que eu estava apostando corrida sozinho? Bom, pelo menos de uma coisa eu tenho certeza, EU GANHEI!



A foto não tem nada a ver com nada, mas, achei legal......rsrsr....

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Guarda do Embaú...

A nossa ida à praia foi maravilhosa. Todas as pessoas que lá também estavam contribuíram para que o passeio fosse MANEIRO. O lugar era/é extremamente bonito.


Uma perfeita obra de Deus. A casa em que nos abrigamos era confortavelmente agradável, e os dias que passamos dentro dela não serão apagados de nossas memórias nunca. Ou melhor, pra falar a verdade, há uma maneira de apagá-los sim: Basta a Galera seguir o mesmo ritmo de FUMADAS que seguiu lá na praia e pronto, em poucos dias as coisas não existirão mais. Mas, pra ser sincero, o Astral do lugar permitia-nos loucuragens como Fumar Maconha e beber qualquer coisa que contivesse álcool. E como tal, nesse quesito, a Galera não desanimou.

Nós chegamos na sexta a noite, mais ou menos às 23h00min da sexta, Depois de alguns desencontros – coisa que era previsivelmente passível de acontecer visto que não conhecíamos o lugar. Mas o que importa mesmo é que conseguimos chegar (na verdade, se não fosse o primo da minha namorada, conhecedor do lugar, e o nosso motora, cunhado dela, talvez nem tivéssemos chegado, Rá!). Ao chegarmos fomos recepcionados com fogos de artifícios e serenatas espanholas percebemos que tínhamos sido os últimos a chegar (o que é interessante, por que nas nossas contas seríamos os primeiros). Enfim, instalamo-nos na sala, parte da casa que serviria como o nosso quarto durante os três dias restantes. Deixamos nossos pertences em um canto e, CERVEJA PRA QUE TE QUERO. Logo cedo o pessoal já estava todo enturmado (sim, por que tinham pessoas que nós não conhecíamos). Então, reunimo-nos no nosso quarto, ou melhor, na sala, e resolvemos fazer uma LUAL à luz elétrica.




A sala/quarto servia de ponto de encontro entre todas as pessoas da casa. Nela é que planejávamos o que faríamos durante os dias. E ela funcionava assim: Durante o dia era SALA, aberta a todas as pessoas presentes na casa, e a noite (quando desejávamos dormir), era Quarto, ou seja, acesso restrito e exclusivo nosso – eu e minha namorada.


Nesse primeiro encontro da Galera da casa no LUAL elétrico foram descobertos alguns talentos:




- Neném: O improvisador chapado – Bastava existir uma melodia e ele inventava músicas na hora. Geralmente as letras se limitavam a falar de Drogas e alucinações, mas, o Talento do garoto não pode ser descartado. Ele, com toda a certeza, faria Sucesso em um boteco chechelento , ou, quem sabe, num manicômio.




- Chico: O bolador de Beck UNIMEMBRO – Coisa incrível mesmo! O cara é um exemplo de perseverança. Eu, que possuo os dois braços e as duas mãos, não consigo enrolar um baseado tão bem quanto ele, que só tem um braço. E pensar que tem gente que reclama da vida, né?




- Vina: O alucinado – Este, em todos os dias que ficamos na casa, não vi sóbrio nem um dia. Um Exemplo a não ser seguido. Ou melhor, siga-o desde que você odeie a vida lúcida. Mas, sério mesmo, poucas pessoas conseguem ficar tão chapadas e ainda assim, continuar a ser gente-fina. O Vina é um deles. Até quando ele estava mal e prestes a ter um infarto, ele continuava alegre e divertido. Quando perguntaram se ele estava bem, em uma hora que ele havia dito que estava se sentindo mal, ele respondeu:
- Cara, só estou com um pouco de falta de ar, mas, o resto ta tudo certo!


O Lual elétrico durou quase toda a madrugada de sábado. No sábado pela “manhã” a ressaca era visível em todas as pessoas da casa. Porém, ela não foi forte o suficiente para inibir o entusiasmo da Galerinha (bom, sinceramente, não podíamos nos deixar abalar por qualquer ressaca. Tínhamos uma Geladeira cheia de cerveja -foram compradas 20 caixinhas de latinha- ainda para esvaziar). E, como desperdiçar é um pecado, logo após um sucinto café da manhã no sábado, já estávamos de pé para mais uma batalha (quero dizer, Beberalha – Trocadilho tosco!).


Enquanto bebíamos pra poder organizar de que forma aproveitaríamos melhor a GUARDA DO EMBAÙ, descobrimos mais um Talento do Improvisador chapado, neném: O cara cozinha Horrores!


O nosso almoço foi preparado por ele. Entre baseados e goles, foi criada uma deliciosa macarronhada... Ops... Digo Macarronada:


Logo após o delicioso almoço, descansamos um pouquinho (até por que ninguém é de ferro) e fomos a LA PRAIA. O tempo não era um dos melhores, mas, até que nos divertimos a beira mar. Nós, meninos, jogamos uma pelada na areia macia, e as meninas, ficaram a admirar os surfistas (menos a minha é claro!)...


Voltamos para a casa pertinho do cair da tarde. Tomamos banho e nos preparamos para a janta: O Metre Neném prometeu-nos uma deliciosa surpresa. Todos aguardaram ansiosos... Também, pudera né? Depois do almoço que ele nos preparou! Mas, dessa vez, como a galera não queria perder muito tempo, ele acabou fazendo um cachorro quente (mas nem por isso indigno de aplausos). Saímos a noite. Como havíamos combinado, fomos até uma trilha de pedras que orlava a praia. Ficamos lá, sentados entre as pedras, por boa parte da madrugada. O lugar é realmente fascinante, mas, como estava à noite, as fotos não ficaram muito boas.



(diga-se de passagem, essa foi a melhor foto!)



No outro dia, eu e minha namorada voltamos no mesmo lugar, mas aí, fomos enquanto era dia. As fotos a seguir ilustram esse passeio.













Bom, essas são só algumas fotos do lugar. Existem bem mais fotos de onde estas saíram, mas, ficaria chato se eu postasse todas aqui. Deixo essas somente para que vocês possam confirmar que o lugar é lindo.

Fomos embora na segunda-feira a tarde. Enfrentamos um baita de um engarrafamento na estrada. Porém, nem o engarrafamento e nem a vontade de MIJAR que eu estava dentro do carro (me apertei mais ou menos por 3 horas até que eu pudesse me aliviar), foram suficientes para estragar o final de semana que passamos. Guarda do Embaú vale a pena, quando puderem visitar, eu lhes asseguro uma ótima viagem.

Deixo vocês com o HINO da nossa Viagem:

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Inté mais pessoal, com mais uma histórinha de Camaleão...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um pouquinho de verão no inverno...

Ontem fez um dia danado de quente... Deu até pra lembrar do verão-mesmo em pleno inverno. E como o Ar-condicionado do laboratório onde eu Trabalho parou de FUNCAR, acabei tendo que vencer o calor de outra forma (ah! levei minha Câmera junto!). Confiram aí:
Esta foi uma das primeiras fotos que bati. Ela me chamou a atenção pelo seguinte:
- É possível (lógico, se você usar um pouquinho de imaginação) avistar uma cabeça de dinossauro na pedra indicada pelo círculo vermelho.
- E, bom, pra ser sincero, aqui é preciso de um pouco mais de imaginação ainda. Mas, é possível avistar uma MEIA-FACE de um rosto Humano na Pedra indicada pelo quadrado vermelho.
( E lógico, antes de publicar aqui no blogue essa foto e essas visões nas pedras, eu fiz consultas,né? Não quero parecer um louco vendo coisas onde não existem!)
Essa me encantou pelos raios do sol. unbelievable!
Aqui mostra o meu caminho (quer dizer, uma parte do caminho). É, eu vim saltando de pedra em pedra, e quando isso era impossível, eu me enfiava no MATA da orla e caminhava até encontrar caminho entre as pedras.
Essa eu postei só para vocês terem a noção da qualidade da água.
Como se pode perceber é quase impossível enxergar atravéz dela.
Aqui, uma paradinha rápida para uma oração Meditação . Convenhamos, né?
Com tanta beleza é quase impossível você não se sentir Agradecido por ter olhos e poder presenciá-la.

(então por favor, não percam tempo reparando nas minhas gordurinhas! Rá!)


E pra finalizar, depois de ter meditado um pouquinho, despedi-me das águas cristalinas... Lavei o rosto, os pés e as mãos. Porém, foi como se eu tivesse lavado a alma.
(As fotos foram batidas em diversos trechos do rio. Fiquei mais ou menos uma hora e meia saltitando entre as pedras. O lugar é o Rio Piraí – não posso dar mais detalhes da localização. Corro sérios riscos.)...

Inté a próxima, com mais uma historinha de Camaleão....

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Um Camaleão dentro de um Aquário...Ou, numa linguagem mais Denotativa, alguém que Vive uma flexível versão de Si mesmo. Não morreria por quem sou agora, mas, talvez, por quem poderia vir a ser amanhã... Dentro do Aquário, quer dizer que estou dentro da VIDA....Quer dizer que VIVO! E este Blogue, nasceu com o único propósito de Descarregar algumas das minhas Ilusões, dos pensamentos, dos contos que Pairam pela minha Mente, das coisas que já fiz...Enfinx, é uma mistura de Diário da vida com Um diário de uma imaginação...