sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ensinamento de camaleão: n°3

Olhe ao atravessar a rua! Isso salva vidas:

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.... Ou melhor dizendo: - você nunca sabe quando o Buzão te deseja como passageiro pra morte!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A benção!

Entramos na casa. Estávamos de mãos dadas. A moça que nos recebeu, pediu que aguardássemos um pouco na cozinha. Ela entrou em um quarto escuro, fechou a porta, e, aumentando o volume da voz, falou em alto e bom som:
- Vó, tem uma moça e um rapaz aí. A senhora pode atendê-los?

Passados alguns segundos ela retornou até a porta do quarto, abriu-a, olhou para a minha namorada e perguntou:

- Qual é o seu nome mesmo moça?...Eu já esqueci.

- É Fabiula! Respondeu minha namorada.

E entrando novamente no quarto escuro, ela repetiu em voz alta:

- É Fabiula vó! O nome da moça é Fabiula!

Foi então que com o auxílio da neta, vimos chegar até nós à benzedeira.
Ela pareceu muito feliz em nos receber. Ou, quem sabe, em saber que as pessoas ainda acreditam nas suas preleções místicas. Seus olhos estavam fechados, e senti que ela tentou os abrir para nos olhar, mas, esbarrou na cegueira. Manteve-os fechados e nos descreveu em cores. Como se sua visão estivesse intrinsecamente ligada a cheiro ou a energia. Ela falou em cores claras, branco e amarelo.
Fomos atendidos ali mesmo, na cozinha da casa. A benzedeira puxou uma cadeira da mesa, e virou-a para nós. Minha namorada sentou por primeiro na cadeira.

Enquanto as mãos da benzedeira acariciavam os cabelos de minha namorada, sua voz proferia uma oração bem baixinha. Era como se ela estivesse em transe.
Seus olhos, por mais que estivessem fechados, pareciam se movimentar sob as pálpebras - um movimento rápido e descompassado, - e sua voz ganhava dimensões cada vez mais profundas.
Eu, que observava isso de perto, fui tomado por uma energia diferente:
meu coração acelerou e, numa fração de segundos, meus olhos se encheram de lágrimas.
Senti uma vertigem energética, e meu corpo pareceu não agüentar ficar de pé.
Nesta hora, vi a benzedeira posicionar um crucifixo sobre a cabeça de minha namorada.
Ela falou algo como, “Que essa luz te proteja!”, e liberou minha namorada.
E como que pressentindo que eu estava prestes a cair, ofereceu-me a cadeira.

Sentei-me. De repente, o simples ato de sentar em uma cadeira, tomou a fantástica proporção de emergir a cabeça em um arco-íris. Com os olhos fechados, via uma infinidade de cores perambularem pelo escuro de minha mente.
Sentia-me tonto, enjoado, uma vontade estupenda de deitar e dormir.
As mãos da benzedeira deslizavam pelos meus cabelos em movimentos aleatórios.
Era como se ela possuísse dez cobras presas na ponta dos braços, e essas dez cobras tentassem desesperadamente fugir.
De repente ela parou. Disse algo como, “Nossa! Essa luz amarela está muito pesada!”.
Pegou o crucifixo e pressionou sobre minha cabeça. Orou em tom inaudível. Parecia falar numa língua diferente. E foi narrando o desaparecimento da tonalidade da cor:

“- Pronto, pronto, agora ela está indo embora! No seu lugar está entrando um tom mais brando!”

Neste momento, minha cabeça pareceu sentir o tom brando surgir. Foi como se eu conseguisse sentir o peso da cor.
Então, por fim, ela direcionou-me o crucifixo e ofereceu-me uma bondosa benção:

“– Que Deus o acompanhe!”

Após eu levantar, ela ergueu a cabeça e pareceu sair do Transe. Fez perguntas pra sua Neta, que também estava na cozinha, porém, fazendo outras coisas, como se nada daquilo estivesse acontecendo.
Depois de uma rápida conversa, fiquei sabendo que a Benzedeira além de cega era surda, e devia ter em torno de 94 anos. “Fazer o bem rejuvenesce” pensei, por que ela não aparentava ser tão idosa.
Ela nos alertou sobre alguns cuidados que devemos ter um com o outro (eu e minha namorada), além de dar-nos conselhos cuidadosamente construídos a partir da nossa data de nascimento e signo.

Quando estávamos indo embora, minha cabeça ainda parecia girar e eu tive de esperar um pouco sentando no meio fio de uma rua qualquer, mas, com a sensação inexplicável de ter sido purificado totalmente. Foi como se Deus me enviasse um mar de paz e me dissesse: “Vai Ezaqueu, Mergulha que é tua vez! Mergulha que esse mar está reservado a quem vê a vida com outros olhos!”.

Neste dia, a simples lembrança do sorriso mágico da benzedeira era o suficiente para me apaziguar a mente, o suficiente para rejubilizar o meu humor, e eu ainda sentia o peso da cor branda pacificar o meu corpo e voz dela dizendo:

“– Que Deus o acompanhe!”

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

TERAPIA ANTI - STRESS parte 1

Meu pensamento percorre uma idéia qualquer...
Não vejo a morte, mas tem cheiro de mulher...
talvez haja liberdade nos caminhos que eu escolher...
Quero minha mente livre para voar em todos os cantos...
às vezes você acredita que pode ir em frente,
mas, às vezes retroceder é o melhor...
algumas idéias do seu interior são melhores do que as do exterior...
algumas coisas externas são melhores do que as coisas aí de dentro...´
É difícil achar que o caminho será um só,
às vezes UM SÓ só existe dentro de um monte de coisas....
Eu não quero ascender,
quero seguir o meu caminho e que isso seja a melhor a coisa possível...
às vezes uma estrela é tão perto que a enxergamos longe,
o brilho ofusca e confunde a natureza das coisas...
Dentro do coração existe a luz,
só você pode achá-la...
Se você é forte num dia,
isso não significa que quebrará todas as pedras....
Pode significar que a única coisa que
te importa é o cheiro de vida pelos ventos...
Poesia é sentir a vida de uma forma sem forma,
é espalhar pelos cantos o cheiro da vida...

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Tá, eu explico... É mais ou menos assim:

Deixe rolar uma música - de preferência uma música que você goste de fato!
Pense aleatoriamente com uma caneta e um papel na sua frente, ou, se preferir - eu aconselho-, abra um documento no WORD e digite o texto.
Enquanto a música rola, escreva tudo que lhe vier a mente.

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Eu criei o texto ali à cima ouvindo isso (veja o vídeo):

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Perdoem-me os erros gramaticais! A intenção é só esvaziar a mente e não pensar em regras!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PREGUIÇA.

Existem dias em que a preguiça toma conta da gente, e tudo o que conseguissemos fazer é ficar sentando em frente ao computador, ou televisão, e deixar o dia passar.
Nestes dias, muito embora sempre exista alguém lhe arrumando o que fazer né mãe? a sua vontade é de não fazer nada. E, por conta de não fazer nada é que resolvi escrever isso aqui.
Sinceramente, tenho muitas coisas a fazer - e de fato já fiz bastante coisa hoje (juro!) -. porém, nesta exata hora ( a que me encontro frente a esse computador) tudo o que consigo fazer é digitar. Bom, e isso de forma vagarosa, por que na verdade nem to com tanto saco assim pra escrever.
Hoje, posso dizer que to meio pregadão. Meio sem vontade de fazer nada (ainda que já tenha feito alguma coisa). Sabe aquele dia que você acorda mas preferia continuar dormindo? Pois é, to assim hoje.

O que você tem a ver com isso? Pois é, talvez nada! Mas sério, se você leu até aqui é sinal de que esperava ler algo legal, e na boa, não estou em condições de fazer isso.

Se eu pudesse definir minha vontade, definiria ela assim:


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...E o pior é que o cachorrinho ainda faz força para tentar se virar, eu, nem isso consigo!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Crônica I - Nostalgia.


Olhou pela janela... Lá estava ela na rua, parada em frente ao carro como que o aguardando. Usava um vestido florido que contrastava com o peso dos seus olhos castanhos.

Ele a encarou nos olhos. Buscava uma resposta para aquela situação.


Por quê? Por que alguém sai da sua vida assim, sem mais nem menos?

Por que ela não podia estar ali do lado dele? O que ele fez para merecer isso?


Ela esboçou um meio sorriso. Um sorriso triste, um sorriso frio, um sorriso longe.

Seus olhos contavam de sua alma, e o que ela dizia não era agradável.

Ele fechou a cortina embora desejasse continuar a olhá-la. Mas sabia que não era mais possível estarem juntos. Sabia que aquilo só aumentava a saudades que ele sentia por ela. Então, ouviu o barulho do carro sair. Uma lágrima rolou pela sua face.

Ele não entendia por que ela fazia isso. Era como se ela quisesse atormentá-lo.

Era como se ela desejasse vê-lo sofrer. E ele não conseguia impedir.

O relógio desperta. Ele acorda de sobressalto. Ao levantar, dá de cara com a foto dela sobre o criado-mudo, quase a mesma cena do sonho:

ela com o mesmo vestido florido parada em frente ao carro e um sorriso apaixonado nos lábios.

Já fazia uns dois meses que ele sonhava a mesma coisa. E até hoje ele não entendia por que aquele carro perdeu o controle e explodiu batendo em um caminhão?

Por que as flores do vestido dela pegaram fogo? Por que o seu sorriso se perdeu?

Por que ele fecha a cortina no sonho e a deixa ir embora?

Por quê? Por que ele permitiu que ela fosse viajar aquela noite deixando-o apenas com a foto sobre o criado-mudo?


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

OUVE Essa!

Um comentário (anônimo) na postagem anterior me fez pensar:


Você houve o correto não seria ouve? Frank Sinatra?
Quem houve Frank Sinatra hoje em dia?

Pensei, pensei, pensei, passou quase uma semana e eu continuei a pensar.
Sim, o comentário me incomodou (uma pelos Erros gravíssimos de português e outra pelo sentido exato da pergunta, o de OUVIR Sinatra). Fez-me reavaliar algumas das minhas concepções.
Fez-me tentar entender por que o leitor achou tão absurdo eu ouvir Frank Sinatra?
Sei lá... Senti-me antiquado, velho e desinformado.
Mas, depois ergui a cabeça e reafirmei-me no palanque:

Por que eu não posso apreciar Frank Sinatra?
Qual o problema em buscar saber quem era Frank Sinatra?
Por que eu não posso gostar do tipo de música que ele faz?


Sinceramente, estou Cagando e Andando para o Tio Frank, mas, por gostar muito de música e apreciar (isso de uns tempos pra cá) a ecleticidade musical acabei por baixar um álbum dele ( baixei o álbum aqui). Ouvi o álbum e gostei. O Jazz de Sinatra é realmente algo digno de audiência. Aliás, tudo o que é culturalmente bem criado é digno de apreço. Ou melhor dizendo, não sou Fã do TIO SINATRA, só gosto de escutar coisas “novas”(neste caso, uma velha novidade).
E, realmente é verdade, tenho que concordar com o LEITOR ANÔNIMO do comentário: Quem HOUVE Frank Sinatra hoje em dia?

Acho que ninguém mesmo...

Mas, se perguntarmos “quem Ouve o Bonde do Tigrão?” tenho quase certeza de que o mesmo Leitor anônimo dirá:

- EU Tenho todos os álbuns deles! (se é que o bonde do tigrão tem mais de um álbum).

Onde quero chegar é:

Onde HOUVE Sinatra não se ouvia BONDE DO TIGRÃO (meu P... pé na tua M... Mochila), capite?

Ahhhh! E só pra não esquecer, O português mandou abraços!

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Estava sentado no quintal de casa observando o dia passar - pensando na morte da bezerra e no agravamento das cabritas - com o MP4 nas orelhas, quando de repente, sob o efeito da Música Pênis Pennies from heaven de Frank Sinatra, um pensamento inexato (quase como ilusão) irrompe em minha cachola:

Olhei para as nuvens do céu. Elas me lembraram à fumaça de um cigarro.
Pensei: - Caralho, será que estamos no Pulmão do universo?

Ou, mais ou menos assim:

Imaginei Deus um ser gigantescamente gigantístico (de um tamanho inimaginável).
Ele teria a aparência de um Homem – Só que infinitas vezes maior.
Ele teria olhos, nariz, boca e todos os outros órgãos que os seres humanos têm.

(aqui pensei: “... Deus criou o homem em sua imagem e semelhança”)

Dos órgãos de Deus, nós – o universo que conhecemos - estaríamos distribuídos nos Pulmões de Gody. E, a terra seria uma ínfima parte do interior de um dos pulmões (talvez o esquerdo ou o direito). Então imaginei as nuvens como sendo a fumaça do cigarro de DEUS.

(Aqui lembrei: “... Deus criou o homem em sua imagem e semelhança”. Ué, e não é que algumas pessoas fumam?! Será que Deus quer que nós fumemos?).

Neste momento corri até meu PAIDRASTO e pedi um cigarro.
Acendi-o e tive vontade de rezar um “Pai nosso”.

A música ainda não terminara quando um pensamento conseguinte do primeiro reluziu:
Se o cigarro é algo que não faz bem a saúde, então, talvez, Deus (no meu pensamento) seja um SER que não goste muito de ouvir as coisas... Talvez seja um daqueles sujeitos que não se importam com a própria vida...

(Aqui concluí: “... Deus Criou o homem em sua imagem e semelhança”).

Caralho, e não é que o BIXO-HOMEM é parecido?! Tipo, estamos destruindo o mundo e nem se importamos... Acabando com a nossa própria vida e nem ligamos...


- CREDO! - pensei. - Será que estou tendo revelações divinas? Ou Frank Sinatra me aproxima de DEUS?
- Será que o INRI CRISTO (pra quem não o conhece - o que eu acho difícil, pois ele já é pop star -, é só clicar no link com o nome dele, ok?) escuta Frank Sinatra? ...Não não, INRI CRISTO escuta mesmo é BRITNEY SPEARS (confira você com seus próprios olhos) e Eu estou longe de ter revelações divinas ( o que tive foi um efeito colateral de uma ressaca!)...

Bom, pelo menos o que posso concluir é que minhas bebedeiras me aproximam do MISTÉRIO DO UNIVERSO, não?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia dos mortos...

Uma lei natural da vida é a morte. Infelizmente (ou felizmente) temos que morrer (fazer o que, né?).
Eu, durante muito tempo acreditei que a morte fosse uma espécie de Mulher ingrata. Ou melhor, que ela fosse a síntese de um mistério que não faz sentido (a vida). Bom, passado algum tempo, essa idéia já não me é mais válida. Agora, acredito que somos presunçosos demais em achar que podemos desvendar os mistérios do criador! Rá! - Cansei de filosofar e não chegar a lugar nenhum!

Hoje, em homenagem ao dia dos mortos (clique no link para baixar o filme), deixo vocês com uma mensagem do Grande Raulzito...


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....Eu te detesto e amo morte. Morte que talvez, seja o segredo dessa vida!

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Quem sou eu

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Um Camaleão dentro de um Aquário...Ou, numa linguagem mais Denotativa, alguém que Vive uma flexível versão de Si mesmo. Não morreria por quem sou agora, mas, talvez, por quem poderia vir a ser amanhã... Dentro do Aquário, quer dizer que estou dentro da VIDA....Quer dizer que VIVO! E este Blogue, nasceu com o único propósito de Descarregar algumas das minhas Ilusões, dos pensamentos, dos contos que Pairam pela minha Mente, das coisas que já fiz...Enfinx, é uma mistura de Diário da vida com Um diário de uma imaginação...